quarta-feira
O nada
Que se fragmente as vozes, a matéria e suas propriedades usuais. A mente está atormentada frente a esse estranho mundo externo, das pessoas, dos afazeres, dos sistemas coletivos,do tal bem coletivo...onde se faz parte do coletivo, onde eu me torno um sub-integrante da minha própria existência, onde as vontades são anomalias(eu só queria sorrir para uma planta, ou me banhar com algum doce).
No cinza depressivo das estruturas urbanas, vejo a obra do homem. Até é belo, mas seres que glorificam tanto a felicidade constroem nas cores mortas suas estruturas. Afinal, o coletivo não detém a razão, a razão que me faz bem.
Se estou eu imerso no nada, sem utopias do futuro, sem melhores comportamentos do presente, sem arrependimentos da perda de tempo do passado, algo que parece puro surge. O mundo se torna maleavel a mim, um cenário. Da mente nula a pequenas formas, vem a mim as belezas que tanto esperei, a minha solidão a supremacia das sensações.
Venham humanos!me contem coisas, mas não venham me dizer frases ordinárias extraidas de prazeres óbvios e efêmeros como sendo a razão de uma existência.
domingo
Aliança
A moça sentada no sofá
Já não era mais moça era senhora
mas não senhora de si senhora do seu senhor
sem hora com as pernas cruzadas
ora retas sem liberdade
adimirando o dedo anelar as bolhas feitas pela aliança
a marca branca as marcas fundas.
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