Pior do que ser evitado pelos olhos de um amor
É ser evitado pelos olhos de um amigo.
Por favor acalme-se!
me ouça!
não estou apaixonada!
só não quero te perder...
Podemos nunca mais tocar no assunto.
Podemos nunca mais fazer aquilo.
Só não me prive de você.
Não meu bom amigo
Não sabemos como
deixar isso acontecer.
Não sabemos como
ser bons cumplices
Como cometer um crime
Como acometer o amor.
Não nos cabem os prazeres
não os do corpo
só os da mente
gozo pleno.
Plene-me então.
quinta-feira
Que sensação horrível...
Ver nos olhos de quem se ama, que não se importa com você.
Que te tem como não inimigo
E como uma peça do jogo ao seu favor.
Vi minha desepção refletida nos seus olhos hoje
Tão vadios.
Quando olho dentro deles me vejo...
Não por que nos parecemos, ou por que nos completamos
Mas por que você só me permites ver em você o que tens reletido de mim.
Não são olhos...
São espelhos.
São miragem.
Falsidade.
És uma obra de arte...roubada
Ver nos olhos de quem se ama, que não se importa com você.
Que te tem como não inimigo
E como uma peça do jogo ao seu favor.
Vi minha desepção refletida nos seus olhos hoje
Tão vadios.
Quando olho dentro deles me vejo...
Não por que nos parecemos, ou por que nos completamos
Mas por que você só me permites ver em você o que tens reletido de mim.
Não são olhos...
São espelhos.
São miragem.
Falsidade.
És uma obra de arte...roubada
domingo
Real Idade
Quais as condições para viver aqui?
Quais são as regras da casa?
O que é viver na casa?
O que é viver?
Vc vive?
Vc?
E?
Eu?
Eu vivo?
O que é viver?
O que é viver na casa?
Quais são as regras da casa?
Quais as condições para viver aqui?
Será que é fazer aquilo o que você quer?
Será que quero tudo o que você quer pra mim?
E se eu não quiser, será que você suporta que eu diga?
Será que eu suporto que você diga que eu devo querer isso?
Será que eu suporto que você queira me dar suportes e deveres?
Meus insuficientes, meu incipiente, meu impaciente, meus inconstantes?
Será que eu suporto ver você se importar com meus “ins” e “des”?
Meu desamor, meu dissabor, meu desespero, meu desapego?
DEUSapego, viu? Vocês fiquem tranqüilos, eu me importo!
Mas será que você realmente se importa se suporto?
E a mim? Será que me importa se você suporta?
Suponha que sim, me importo até de mais!
Mas se você não procurar se portar...
Não vou me importar nunca mais.
segunda-feira
[Com Tato]
Dedicado à um Moço Bonito
Outro dia choveu bastante, sai um pouco afim de devolver alguns pertences. Vi uma moça na rua se espremendo contra a parede da marquise de uma loja, ela parecia tentar não ser contaminada por água suja, como se estivesse prestes a ficar ilhada, olhei ao redor esperando ver uma grande poça de lama e um caro prestes a vir e molha-lá, porém nada vi. Mudei o lado da calçada que caminhava e entendi mais de perto o por que do desespero da moça, na verdade era um motivo comum, qualquer um de nós pode se apanhar com a mesma reação: Ela esperava alguém, mas o local onde estava era o único na calçada onde era possível passar sem se molhar, e o incomodo era provocado, pelas pessoas que passavam no espaço apertado onde já se encontrava a tal moça. Ela não queria que as pessoas tivessem que encostar nela para passar. Eram pessoas estranhas, e ninguém ficava confortável com aquilo. E parecia explicita a obrigação de todos de se esquivar.
Pensei muito a respeito, por que as pessoas não se tocam? por que se esquivam? por que está explicito a obrigação de se esquivar?
Tentei conversar com algumas pessoas sobre isso, mas sempre estou ilógica a alguns, com exceção de Vic, que me concorda sempre, e de um moço deitado na minha barriga.
O Moço me ouviu e disse que gostaria que tudo o q penso sobre isso estivesse escrito,
Assim nasceu [Com Tato].
O gato degolado
Um gato sente uma liberdade diferente:sua cabeça se separa do tronco. Umas sensações neurais estranhas, pela não conexão do cérebro com o corpo e o sangue em fluxo não habitual. Agora vive em primeira e terceira pessoa ao mesmo tempo. Para se mover, a cabeça precisa se agarrar ao corpo, e, para a lógica, a não lógica e prazeres subjetivos , o corpo precisa da cabeça. Quando o corpo resolveu ser independente, sucumbiu, pois os prazeres próprios eram sempre efemêros e desgastantes e a sobrevivência passou a não ter mais sentido e motivo. Já a cabeça independente até durou mais, mas pensou que por pensar muito e ter chegado a verdades cruéis do mundo e vendo o corpo em delírios podres e irracionais mas parecendo tão alegre, viu que sua obra talvez fosse inútil, e experimentou o anulamento.
quinta-feira
De[so]rientação
Já teve muito medo?
Medo do que mais anseia?
Ânsia do que mais teme?
Desejo de ir ao contrário
Ao invés de caminhar pra frente
Dar macha ré para as costas
Caminhar em direção a vida, e não a morte?
Já sentiu?
E o que fez?
Não é uma crise existencial
Não você está confundido tudo
Não é isso!
Penso
Existo
Sei
Quero
Caio!
Eu voo e não levanto
Socorro e não descanso
Pé e não descalço
Mão e não aparto
Tomaram-me de mim
Compraram minhas rédeas
Pegaram meu oculto
Tiraram meu escuro
E me expuseram
Me sufocaram de luz
Nua no claro
Luz acesa do quarto
Não posso ver
Está muito claro
Alguém apague alguma luz?
Alguém tape essas frestas?
Shhhh
Feche as cortinas
Nós descobrimos tudo
Mais eles não podem saber
Finja-se de morto
Eles passarão por cima
Aí então você levanta
E corre o máximo que conseguir
Não olhe
"Eles são muitos mas não podem voar"
Medo do que mais anseia?
Ânsia do que mais teme?
Desorientação
Desejo de ir ao contrário
Ao invés de caminhar pra frente
Dar macha ré para as costas
Caminhar em direção a vida, e não a morte?
Já sentiu?
E o que fez?
Não é uma crise existencial
Não você está confundido tudo
Não é isso!
è isso
Penso
Existo
Sei
Quero
Caio!
Eu voo e não levanto
Socorro e não descanso
Pé e não descalço
Mão e não aparto
Tomaram-me de mim
Compraram minhas rédeas
Pegaram meu oculto
Tiraram meu escuro
E me expuseram
Me sufocaram de luz
Nua no claro
Luz acesa do quarto
Não posso ver
Está muito claro
Alguém apague alguma luz?
Alguém tape essas frestas?
Shhhh
Feche as cortinas
Nós descobrimos tudo
Mais eles não podem saber
Finja-se de morto
Eles passarão por cima
Aí então você levanta
E corre o máximo que conseguir
Não olhe
Só corra
Corra
"Eles são muitos mas não podem voar"
Eu posso!
sexta-feira
Chuva
Uma tarde chuvosa
Em cima do chão molhado
Sob um céu nublado
Uma tarde branca
Um mar revolto
A alma se volta
Tarde e chuva é reflexão
Recolhimento apropriado
O momento mais propício
para angariar a alma
Sangra pálido o céu
A chuva é o sangue
Da tarde lavado
De água caída
Da calha de chuva
A agua escorrida
Rua de escorrer
Rio de chuva
A escória da rua
Escorando baixinho
Barquinhos de papel
Em cima do chão molhado
Sob um céu nublado
Uma tarde branca
Um mar revolto
A alma se volta
Tarde e chuva é reflexão
Recolhimento apropriado
O momento mais propício
para angariar a alma
Sangra pálido o céu
A chuva é o sangue
Da tarde lavado
De água caída
Da calha de chuva
A agua escorrida
Rua de escorrer
Rio de chuva
A escória da rua
Escorando baixinho
Barquinhos de papel
quarta-feira
O nada
Que se fragmente as vozes, a matéria e suas propriedades usuais. A mente está atormentada frente a esse estranho mundo externo, das pessoas, dos afazeres, dos sistemas coletivos,do tal bem coletivo...onde se faz parte do coletivo, onde eu me torno um sub-integrante da minha própria existência, onde as vontades são anomalias(eu só queria sorrir para uma planta, ou me banhar com algum doce).
No cinza depressivo das estruturas urbanas, vejo a obra do homem. Até é belo, mas seres que glorificam tanto a felicidade constroem nas cores mortas suas estruturas. Afinal, o coletivo não detém a razão, a razão que me faz bem.
Se estou eu imerso no nada, sem utopias do futuro, sem melhores comportamentos do presente, sem arrependimentos da perda de tempo do passado, algo que parece puro surge. O mundo se torna maleavel a mim, um cenário. Da mente nula a pequenas formas, vem a mim as belezas que tanto esperei, a minha solidão a supremacia das sensações.
Venham humanos!me contem coisas, mas não venham me dizer frases ordinárias extraidas de prazeres óbvios e efêmeros como sendo a razão de uma existência.
domingo
Aliança
A moça sentada no sofá
Já não era mais moça era senhora
mas não senhora de si senhora do seu senhor
sem hora com as pernas cruzadas
ora retas sem liberdade
adimirando o dedo anelar as bolhas feitas pela aliança
a marca branca as marcas fundas.
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